sábado, 19 de julho de 2014

Sonhos muito antigos...

Até os sonhos que tens
Te dizem 
Que os teus sonhos
São muito antigos!....
E ainda dizes 
Que o tempo não existe!


Julho 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A tua Criança !
















A tua Criança 
( dentro de ti )
sorri
ao ver-te a escrever ! 

Fica feliz !

Sempre foi isso
o que ela quis.... 

Lisboa, 20 de Junho de 2014

Foto Net

domingo, 29 de junho de 2014

Dois poemas

1.
Só o tempo nos ensina 
a aprender.



2. 
Nas margens do rio
Que olhos vislumbram
A luminosidade intensa
Das águas claras e profundas?


( Escritos insight )
Junho 2014

terça-feira, 24 de junho de 2014

Como se viesses de longe! ...

Acho que subi um degrau ! ...


Porque olho para ti
Mais de perto... 


Como se viesses de longe !....


Lisboa, 18/ 6

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Os seres que se amam

E talvez aconteça 
que longe longe 
Os seres que se amam
E não contactam
Se saibam juntos
Nos momentos mágicos
Em que estradas
Se iluminam
E se mostram
Como pontes...

Lx, Maio

sábado, 7 de junho de 2014

Cálice sublime do amor.


Rufar do tambor na pureza do ar entre as pedras ancestrais
Languidez intemporal da voz do búzio no acordar dos campos e do mar
Cordas musicais do cosmos
despertando os neurónios adormecidos

no coração dos homens
Eira de trigo
onde repouso o meu rosto
sedento de paz
e de palavras sábias
Mãe-Terra, alimenta-me as raízes
e faz com que o sangue quente do meu corpo
suba
e seja recebido em festa
pela cálice sublime do Amor ! 

Março, celebração do equinócio da Primavera,
Cromeleque dos Almendres - Alentejo

sábado, 31 de maio de 2014

Aos anjos, deslumbrados !



















Coração da rosa, berço dos sentidos,
Pérola, irrupção do fogo inicial, brasa imorredoira perdida nos tempos sem fim,
Imutável, esquecida, não lembrada, ou não sabida,
Fonte do que é imaculado,
Semente da quentura, do pão e da ternura,
Espir
al do amor,
Procura essencial do que é essencial,
Flor de lótus, cardo, pentagrama,
O corpo todo enrodilhado no casulo da vida,
Limitado, mas sublime campo
Dos alimentos e das vestes,
Dos desertos e das águas,
Dos corpos e das almas,
Das montanhas, dos ventos e do xisto,
Onde labutamos, moramos e sonhamos,
Nas aldeias do contingente,
Desbravando os trilhos das espigas,
Irmãs gémeas consteladas das estrelas,
Dádiva de amor aos anjos deslumbrados!… 


 Maio, Lisboa 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Páginas porventura por escrever ainda...

Os momentos em que os seres se retiram 
Quantas vezes são 
Os de mais intensa comunhão 
Clarividência
Leitura luminosa das páginas 
Porventura por escrever ainda
Calendários desenhados 
Nos caminhos
Traçados
Nas águas profundas 

Que só nos sonhos se revelam...

Lx, Maio

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Aqui te escutas

É o silêncio a trabalhar em cada ser
No mais profundo de si
Onde o rosto impera
Com a humildade da alma
Sabedoria sem palavras 
Aqui te escutas
E te observas
E sabes sobre tudo
O que as palavras não descrevem

Eduardo Aleixo

Mértola- Maio.

domingo, 18 de maio de 2014

Da criança que nunca morre...

Espaço onde existe a luz
Apelo de barco
Ou palco de dança
Espaço onde o tempo é outro
Lago de águas límpidas
Com sol nos olhos
Vestido de brisa
Tudo de bom e de contente

Está para chegar
A cama de cambraia pronta
Para o noivado das mansas rolas
É das clareiras com sol e brisa nos bosques doces
Que falo
Da criança que nunca morre
Mesmo velho de barbas brancas
É pássaro leve
É correnteza de riacho
Eis o rosto do poema
A pátria da poesia
Que me habita

Eduardo Aleixo