segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Nudez

A nudez não precisa de palavras.
Simples som e tom e silaba
Já são máscaras.
A nudez é completa.
Ponto dificil de chegada.
Bela e violenta e perfeita.
Rosa
.

Lisboa, agosto

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Árvores à janela

Árvores à janela seria uma coisa normal
Se as pessoas fossem árvores.
Nem todas são.
Eu sou.

Ix, Agosto

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A poesia

A poesia como a vejo e sinto 
Não explica nem gosta de explicações.
Ela é simplesmente.
Insinua.
Dança no arame tenso em cima do abismo
E sorri 
E brinca com a morte
Que respeita mas não teme.
A poesia como a sinto
Não é intelectual.
É apenas água.
Que bebe água das fontes do amor
E a põe a correr nos caminhos
Que vão dar aos corações....
Sem explicações...

Eduardo Aleixo 
 24 de Julho

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Simples

Cada vez gosto mais do que é simples.
Por exemplo, esta cana.
É uma flauta.
Dá música.
Que se espalha pelos campos.
E é respeitada pelos pássaros. 

Lx, Agosto.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Nostalgicamente

Sempre gostei
das gares e dos portos.

Nostalgicamente.

Sou barco triste.
 
Que canta!

Mértola 

24 de Julho

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ser poeta


O que fica no ar
Registo em meus poemas
Ser poeta
É ter antenas
Captar sorrisos
E também penas
E coisas mais fundas
Que nem te lembras!

Lx, 13 Julho

sábado, 19 de julho de 2014

Sonhos muito antigos...

Até os sonhos que tens
Te dizem 
Que os teus sonhos
São muito antigos!....
E ainda dizes 
Que o tempo não existe!


Julho 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A tua Criança !
















A tua Criança 
( dentro de ti )
sorri
ao ver-te a escrever ! 

Fica feliz !

Sempre foi isso
o que ela quis.... 

Lisboa, 20 de Junho de 2014

Foto Net

domingo, 29 de junho de 2014

Dois poemas

1.
Só o tempo nos ensina 
a aprender.



2. 
Nas margens do rio
Que olhos vislumbram
A luminosidade intensa
Das águas claras e profundas?


( Escritos insight )
Junho 2014

terça-feira, 24 de junho de 2014

Como se viesses de longe! ...

Acho que subi um degrau ! ...


Porque olho para ti
Mais de perto... 


Como se viesses de longe !....


Lisboa, 18/ 6