quinta-feira, 16 de maio de 2013
Ficha biográfica
Um meteorito caiu
Dormindo nele vim eu
Que notícias de Infinito
Que anos perdidos de Céu
Foi ilusão pretender
Ser dono do Paraíso
Contar histórias encantadas
De noites sem amor e sem riso
Rãs concertando nas águas
Estrelas acenando nos ceus
Mil sonhos nos meus cabelos
Meus olhos cobertos de véus
Um meteorito caiu
Dormindo nele vim eu
Onde estão as minhas vestes?
Nem na terra nem no céu!
segunda-feira, 13 de maio de 2013
O regresso do sol
O sol que o poema não descreve
está nas sombras
que abandonam as cidades
e vão implorar
os afagos do mar.
As árvores,
onde os melros cantam
e observam os cães felizes brincando sobre as ervas,
estão contentes
por causa das sombras
agora ridentes.
Mergulhados nas águas
saudemos o sol
que o poema não descreve.
Lisboa, 18 de Abril 2013
( Foto Net )
está nas sombras
que abandonam as cidades
e vão implorar
os afagos do mar.
As árvores,
onde os melros cantam
e observam os cães felizes brincando sobre as ervas,
estão contentes
por causa das sombras
agora ridentes.
Mergulhados nas águas
saudemos o sol
que o poema não descreve.
Lisboa, 18 de Abril 2013
( Foto Net )
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Rebentam melodias novas
Há silêncios intensos,
com muitas conversas dentro...
Cá fora fico à espera...
Não sei o que vai acontecer!...
Mas já tem acontecido
que destas conversas,
parecidas com a afinação das teclas do piano
ou das cordas do bandolim
rebentam melodias novas...
terça-feira, 30 de abril de 2013
Peito aberto aos ventos
Olhemos puros para fora e para dentro
Sem medos.
Onde há medos não há lugar para o Amor.
Digamos não às aut-vitimizações visões de fantasmas algozes inexistentes.
Mostremos o peito aberto aos ventos
Que desarmados com sorrisos...
Já são brisas...
sexta-feira, 19 de abril de 2013
E onde a música vem do vento
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Curvada sobre a terra
sábado, 6 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Mais um amigo que parte.
Mais um amigo que parte.
Mais uma cadeira vazia
Que fica
No cenário
Indiferente
Da vida.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
sábado, 23 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Somos
Somos barcos que choram
Portos que gritam
Gaivotas que procuram
In " As Palavras São de Água"
Chiado Editora, Setembro. 2009
( Foto Net )
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Chuva, antiga...
Chove e gosto; e sinto, sempre, que o som da chuva é muito antigo; e que chove sobre a terra, sobre mim e sobre o mundo, e eu sou a terra, o mundo, o tempo, a chuva e o som da chuva. Há, no som da chuva, que cai sobre mim, ao ouvir a chuva, o tempo da chuva e o tempo do mundo e o tempo do tempo e o tempo de mim! ...
É como se eu fosse da idade da chuva, da idade da terra, da idade do mundo, da idade do tempo, e por isso não me basta dizer: chove; e é bom ouvir a chuva...Porque algo me faz lembrar o inlembrável e ao dizer isto sei que não é construção da mente para efeitos estilísticos..Não!...É sentimento. Antigo. Como a chuva. E o tempo...
-
In o meu livro, " Os Caminhos do Silêncio " - Chiado Editora, Outubro 2011
( Foto Net )
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
São estas as águas
( Foto do Guadiana, em Mértola )
Que le(a)vam as letras do meu nome.
Águas limpas águas claras águas sempre em movimento.
Nelas desliza o bote do meu destino.
O meu corpo fala a linguagem dos peixes
Que sabem ser este o espaço
Da minha liberdade.
Aqui, o cântico do sol e da bruma
Brota do ritmo harmonioso do meu coração
Identificado com a terra, com o céu e com a água.
O verde das margens é o verde dos meus olhos.
É este o rio certo.
O barco certo.
O ritmo certo.
-------------
In o meu livro, " As palavras são de água "
Chiado Editora, Setembro de 2009
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Amorosamente acarinhados...
sem teias nas palavras e sem brumas no olhar
é que nos vemos, amorosamente acarinhados
com o Todo
do céu e da terra
da vida e da morte
da alegria e da tristeza
da solidão e do abraço
do amor e das mágoas
da mentira e da verdade
sábado, 26 de janeiro de 2013
Imaginações ( IV )
Nos momentos de leveza...
Nos momentos de leveza,
as janelas da luz,
a nascente do sorriso,
o regaço da plenitude
e a unidade do amor infinito
abrem-se,
florescem,
e são bosques
com que sonhas
nas noites do Sonho,
e acordas,
lembrado,
contente.
Nos momentos de leveza,
as janelas da luz,
a nascente do sorriso,
o regaço da plenitude
e a unidade do amor infinito
abrem-se,
florescem,
e são bosques
com que sonhas
nas noites do Sonho,
e acordas,
lembrado,
contente.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Imaginações ( 3 )
( foto Google )
Os Interstícios
O meu olhar procura
O espaço escondido
No meio das pedras antiquíssimas.
São os interstícios!...
Passagens que me levam
Ao sítio misterioso dos búzios.
Ao país sem tempo dos perfumes.
À quentura infinita
De todos os regaços,
Seios,
Braços apertados,
Abraços,
Olhos luminosos:
Parecem os teus olhos,
Mas não são, não!...
São os olhos das estrelas!
Tristes e tão sós!
Com saudades de nós!...
( poema que consta do meu livro, " As palavras são de água ".
Não sou só eu a procurar os interstícios, eles também me procuram!
É um encontro preparado nos caminhos misteriosos do silêncio!...
É um encontro preparado nos caminhos misteriosos do silêncio!...
A consciência do encontro é num tempo sem consciência do tempo.
É um estado de leveza.
De não pensamento.
É então que observo e sinto e pressinto, mas não penso.
É uma forma diferente de ver, de sentir, mas nunca de pensar!
O pensamento não se torna necessário!
As palavras surgem e contam o que os olhos vislumbram.
As imagens que elas traçam são o que os olhos vêem.
Nem posso dizer que espreito pelos interstícios das pedras, ou das folhas, ou das nuvens libertando-se à superfície das águas.
Vou indo sem medo, com uma atenção redentora e uma suavidade no corpo, conduzido pelas asas do sonho.
Não sou acção. Faço parte de um processo.Que não leva muito tempo.Não sei.Sei apenas que se quebra, quando tomo consciência do meu corpo.
Então vejo onde estou.
Então vejo onde estou.
E acho que sonhei!
sábado, 12 de janeiro de 2013
Imaginações ( 2 )
Também acho que é o indizível que me move e me toca às vezes.
Saudades do indizível do que vi na realidade da minha imaginação ou no meu imaginar matematicamente real.
Mas as saudades do chão que piso também as sei como se fosse estrela com saudades da terra de onde tivesse um dia voado como pássaro ou anjo.
É um sentimento melancólico, um pouco triste e estranho, como se eu fosse um estrangeiro neste mundo, este de ter saudades da terra quando chego ao céu e saudades do céu quando na terra dos homens vivo, que é o caso.É como se tivesse esquecido vestes minhas em qualquer parte do universo e gostasse de as recuperar e sentisse um vazio semelhante ao que sentem os amantes com a falta do bem amado, quando no deserto do mundo luminoso do universo sem fim me faltassem coisas finitas como a casa, o mar, o cheiro dos campos, o riso das crianças, o cantar dos pássaros, o olhar amado dos seres, a frescura das manhãs, a cor cálida dos poentes avermelhando as águas azuladas do mar!...
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Imaginações ( 1 )
As fontes
Mas fontes sentidas como se já conhecidas em tempos e espaços não lembrados, mas com afagos indesmentíveis de lembranças!
Saudades de lugares e de tempos fora dos lugares e dos limites do nosso tempo!
Inexistentes, improváveis e impossíveis, dentro da lógica da objectividade, eles existem ontologicamente em mim, como se águas limpas no meu peito me deixassem ver curvado sobre um tempo que ficou indelevelmente gravado e que de súbito se esvai como se pertencesse à eternidade e deixasse a impressão suave de um sinal, de um trilho, de uma marca, de uma mensagem cinzelada como testemunho e testamento na pele invisível da minha alma!...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Estranha mas real a noite...
Estranha mas real a noite,
com os pensamentos, sentimentos e emoções
desfilando livremente nos caminhos do silêncio,
onde me olham,
e me acenam,
a mim,
que apenas
os observo!...
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Meu olhar
( Só) nas palavras
em mim confiadas
confio.
Depuradas,
são fio.
Meu bote.
Meu olhar.
Meu rio.
(13!1!2012 )
sábado, 22 de dezembro de 2012
O poema e eu
O poema diz-me
Que não precisa de mais palavras!
Que está contente
Com as palavras que tem!
Eu digo apenas:
- Está bem!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
É a escrita que me escreve
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Debruçado à janela das sílabas
Que mundo é esse que vejo,
debruçado à janela das sílabas,
onde o ar é mais leve,
e mais perceptível
a conversa dos pássaros?!
-
Eduardo Aleixo
-
Foto Net
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Nota biográfica
Um meteorito caiu !
Dormindo nele vim eu !
Que notícias de infinito !
Que anos perdidos de céu !
Foi ilusão pretender
lembrar-me do Paraíso,
contar histórias encantadas,
de noites sem voz e sem riso !
Rãs concertando nas águas,
estrelas acenando nos céus,
mil sonhos nos meus cabelos,
meus olhos cobertos de véus !
Um meteorito caiu !
Dormindo nele vim eu !
- Onde estão as minhas vestes ? !
- Nem na terra, nem no céu !
Dormindo nele vim eu !
Que notícias de infinito !
Que anos perdidos de céu !
Foi ilusão pretender
lembrar-me do Paraíso,
contar histórias encantadas,
de noites sem voz e sem riso !
Rãs concertando nas águas,
estrelas acenando nos céus,
mil sonhos nos meus cabelos,
meus olhos cobertos de véus !
Um meteorito caiu !
Dormindo nele vim eu !
- Onde estão as minhas vestes ? !
- Nem na terra, nem no céu !
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Flor de lótus
O céu rejubila com a chegada do voo das asas carregadas com o cheiro sagrado da terra!
O meu anjo sorri, doce, irónico, grato, com cara de criança sábia, quando lhe digo que não sinto necessidade de fazer referência às suas asas!
Foi no momento do sorriso que tive a certeza de que ele era o meu anjo verdadeiro|...
Leva-se tempo a entender certas coisas!...
E nunca se entenderão verdadeiramente sem o sabor agridoce das raízes...
Também se pode aprender esta lição com a flor de lótus.
Ou com as árvores.
Só então entenderemos o que a aves cantam nos seus ramos!
sábado, 20 de outubro de 2012
Cristais
Há palavras cansadas de tempo
que num último respirar
se libertam do tempo!
São cristais
reflexos de uma vida vivida, sofrida, morta,
mas agora renascida!
sábado, 6 de outubro de 2012
Sem lembranças de nada
Que parte de nós é receptiva à essência das coisas, às palavras mais puras, à beleza das mensagens, à aceitação sem medo dos caminhos inimaginados, à abertura das cortinas longe do propósito de as abrir, é como se deixássemos de ser pesados no hábito de o sermos, é como se..., não: é mesmo quando planamos sem o sabermos, quando estamos leves sem o pensarmos ser, é quando somos outros que outros olhos se abrem, não sei em que parte de nós é outra a consciência, outro o patamar do ser. É então que as coisas sublimes (me) acontecem. Sem explicação. Com uma realidade própria. Leves e sábias. Envolvido nelas, como se corpo em nuvem, sou pureza de musgo e alga, dentro e fora, apenas luz, sem lembranças de sombras. Sem lembranças de nada!
País, de que mundo?
Consciência, de que vida?
Não sei.
Apenas que faço parte de que mistério(?), quando disso nem me lembro, me vejo viajando no mundo em que passo, mas tão leve me sinto, que dou um passo, sem limite nem de tempo, nem de espaço...
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