sexta-feira, 22 de setembro de 2017

As sombras

As sombras
das árvores
São oásis
Nos desertos
Que há nas cidades.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

É onde te sentes tu


Há um espaço que não muda nunca!
É onde te sentes tu.
Igual ao que eras
Longe...
Esse espaço é um bosque
De silêncio remansoso...
Onde permaneces criança
Que te olha
E espera o teu olhar.
É um espaço no tempo sem tempo...
Em que tudo já sabias
O que agora lembras
Ao reveres o teu rosto.
Sim...já não existem as árvores.
Resta a colina,despida.
E a pedra onde te sentavas.
Mas o espaço é o mesmo.
E lá permaneces sentado!....

Eduardo Aleixo

Assim são os poemas


Assim são os poemas
Hinos e Odes
Com alegrias e dores
Nos bicos inocentes das aves..
.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Porque gosto do mar

Já sei porque gosto do mar. Sou como ele, violento e calmo e solitário e acompanhado por todos os segredos, mistérios e sentimentos do mundo.

sábado, 2 de setembro de 2017

Praia de Galápos-Arrábida


Foto de Eduardo Aleixo.

SABEDORIA AMERINDIA

" As decisões do Homem, as suas acções e os seus actos comprometem o universo inteiro. Nada está separado, como mostram os desenhos dos tapetes Kiowas onde o universo aparece sob a forma de ritmos, de energias, de ressonâncias. Tu pertences à trama infinita em que tudo comunica. Não tomes nenhuma decisão sem teres antes descido muito fundo dentro de ti próprio."
SABEDORIA AMERÍNDIA

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Agosto tórrido
( Mértola )
Em redor de mim só há secura.
Apenas os aloendros exibem as suas brancas flores.
As cores verdes....estão pálidas.

Gostei de te ver

A beira da estrada.
Parei.
E gostei de te ver.
( ontem)
Secura!
Terras entre Mertola e Castro Verde.
Agosto
( ... e dói ver nestes campos secos, debaixo do calor que abrasa, os borregos e os outros animais sofrendo e procurando os parcos alimentos! )

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Enleado no tempo...

Vou indo enleado no tempo,
Com sonhos, saudades e desejos da leveza do sem tempo!..
Como se fosse embalado pelo vento
Sou erva com bicos de pássaros e raizes aladas
No chão sagrado do agora...
.
Eduardo Aleixo
2013

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Gladíolo


Gladiolo , amalhado debaixo da oliveira, e visitado pelos raios do sol poente.
A todos uma semana harmoniosa.
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segunda-feira, 3 de julho de 2017

A pureza das noites

30/06/2015
A pureza das noites com o bote deslisando sobre as águas onde o céu limpidamente se reflecte.
Brisa fresca no rosto do ser encantado com o mundo
 mas sonhando o sonho da igualdade , da liberdade e do amor.
Tudo é melodia no silêncio da noite: o rumorejar plácido dos remos. o saltitar feliz e leve dos peixes prateados sobre o prateado das águas. o coaxar monocórdico das rãs. o ronronar cantarolante dos grilos. o rechinar troante das cigarras. o brilho intenso das estrelas. o sombreado ondulante das folhas dos choupos. a melopeia ininterrupta das cararatas. a ursa maior. a estrada de são tiago. o orion. o sete estrelas. a cassiopeia. a estrela da manhã. o silêncio envolvente pleno e sublime da alma inocente visualizando as mulheres sonhadas como se fossem fadas e todos os sonhos certos ao alcance de uma mão estremecendo o coração...
Pureza de muito longe... que não deixo morrer... e que ilumina ainda...
e quero que ilumine...
e ha-de iluminar...
os caminhos pedregosos
do presente ...
Eduardo Aleixo
1 de Julho-Lisboa 
.
( foto de Isabel Vieira )

domingo, 2 de julho de 2017

É a escrita que me escreve


É a escrita que me escreve.
É o sonho que me sonha
.É o céu que me lembra das raízes.
É o indizível que me cuida das palavras.


Eduardo Aleixo
Lx 2012

Que olhos vislumbram...

Nas margens do rio
Que olhos vislumbram
A luminosidade intensa
Das águas claras e profundas?
Eduardo Aleixo
( Escritos insight )
Junho 2014

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Sentes-te bem

Onde entras e recebes brisa indelével sobre a pele da alma,
Pegadas segredos registos de sorrisos e de lágrimas,
Nervuras dos teus passos,
Aroma dos teus percursos.
Sentes-te bem.
As pancadas do coração são harmónicas
com os sorrisos dos goiveiros.
Cumplicidade doce dos pássaros
que sabem
que tudo fica guardado no tesouro das brisas..


Eduardo Aleixo
Out.2014