sábado, 7 de junho de 2014

Cálice sublime do amor.


Rufar do tambor na pureza do ar entre as pedras ancestrais
Languidez intemporal da voz do búzio no acordar dos campos e do mar
Cordas musicais do cosmos
despertando os neurónios adormecidos

no coração dos homens
Eira de trigo
onde repouso o meu rosto
sedento de paz
e de palavras sábias
Mãe-Terra, alimenta-me as raízes
e faz com que o sangue quente do meu corpo
suba
e seja recebido em festa
pela cálice sublime do Amor ! 

Março, celebração do equinócio da Primavera,
Cromeleque dos Almendres - Alentejo
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