quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Estranha mas real a noite...
Estranha mas real a noite,
com os pensamentos, sentimentos e emoções
desfilando livremente nos caminhos do silêncio,
onde me olham,
e me acenam,
a mim,
que apenas
os observo!...
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Meu olhar
( Só) nas palavras
em mim confiadas
confio.
Depuradas,
são fio.
Meu bote.
Meu olhar.
Meu rio.
(13!1!2012 )
sábado, 22 de dezembro de 2012
O poema e eu
O poema diz-me
Que não precisa de mais palavras!
Que está contente
Com as palavras que tem!
Eu digo apenas:
- Está bem!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
É a escrita que me escreve
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Debruçado à janela das sílabas
Que mundo é esse que vejo,
debruçado à janela das sílabas,
onde o ar é mais leve,
e mais perceptível
a conversa dos pássaros?!
-
Eduardo Aleixo
-
Foto Net
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Nota biográfica
Um meteorito caiu !
Dormindo nele vim eu !
Que notícias de infinito !
Que anos perdidos de céu !
Foi ilusão pretender
lembrar-me do Paraíso,
contar histórias encantadas,
de noites sem voz e sem riso !
Rãs concertando nas águas,
estrelas acenando nos céus,
mil sonhos nos meus cabelos,
meus olhos cobertos de véus !
Um meteorito caiu !
Dormindo nele vim eu !
- Onde estão as minhas vestes ? !
- Nem na terra, nem no céu !
Dormindo nele vim eu !
Que notícias de infinito !
Que anos perdidos de céu !
Foi ilusão pretender
lembrar-me do Paraíso,
contar histórias encantadas,
de noites sem voz e sem riso !
Rãs concertando nas águas,
estrelas acenando nos céus,
mil sonhos nos meus cabelos,
meus olhos cobertos de véus !
Um meteorito caiu !
Dormindo nele vim eu !
- Onde estão as minhas vestes ? !
- Nem na terra, nem no céu !
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Flor de lótus
O céu rejubila com a chegada do voo das asas carregadas com o cheiro sagrado da terra!
O meu anjo sorri, doce, irónico, grato, com cara de criança sábia, quando lhe digo que não sinto necessidade de fazer referência às suas asas!
Foi no momento do sorriso que tive a certeza de que ele era o meu anjo verdadeiro|...
Leva-se tempo a entender certas coisas!...
E nunca se entenderão verdadeiramente sem o sabor agridoce das raízes...
Também se pode aprender esta lição com a flor de lótus.
Ou com as árvores.
Só então entenderemos o que a aves cantam nos seus ramos!
sábado, 20 de outubro de 2012
Cristais
Há palavras cansadas de tempo
que num último respirar
se libertam do tempo!
São cristais
reflexos de uma vida vivida, sofrida, morta,
mas agora renascida!
sábado, 6 de outubro de 2012
Sem lembranças de nada
Que parte de nós é receptiva à essência das coisas, às palavras mais puras, à beleza das mensagens, à aceitação sem medo dos caminhos inimaginados, à abertura das cortinas longe do propósito de as abrir, é como se deixássemos de ser pesados no hábito de o sermos, é como se..., não: é mesmo quando planamos sem o sabermos, quando estamos leves sem o pensarmos ser, é quando somos outros que outros olhos se abrem, não sei em que parte de nós é outra a consciência, outro o patamar do ser. É então que as coisas sublimes (me) acontecem. Sem explicação. Com uma realidade própria. Leves e sábias. Envolvido nelas, como se corpo em nuvem, sou pureza de musgo e alga, dentro e fora, apenas luz, sem lembranças de sombras. Sem lembranças de nada!
País, de que mundo?
Consciência, de que vida?
Não sei.
Apenas que faço parte de que mistério(?), quando disso nem me lembro, me vejo viajando no mundo em que passo, mas tão leve me sinto, que dou um passo, sem limite nem de tempo, nem de espaço...
domingo, 9 de setembro de 2012
É um recanto, aqui!
É um recanto, aqui!
Podia ser noutro lugar!
Não importa!
O importante é que seja um recanto.
Onde a alma diga:
Aqui,
É o meu canto...
.
No meu último livro, " Os Caminhos do Silêncio "
Chiado Editora,Out. de 2011
.
foto net
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Fome e sede
Fome e sede da expressividade firme mas serena do silêncio,
voz insuspeita do inefável perfume de todas as rosas,
do afago fresco das brisas sobre os cabelos das ervas perfeitas,
da harmonia e plenitude dos abraços sem espaço e sem tempo,
onde não há palavras como deve e haver e ter e ganhar e competir,
mas apenas a clareira dos bosques onde nos sentamos à beira dos regatos
e aguardamos o canto das aves para de novo partirmos,
mais leves, mais fraternos e mais amorosos...
voz insuspeita do inefável perfume de todas as rosas,
do afago fresco das brisas sobre os cabelos das ervas perfeitas,
da harmonia e plenitude dos abraços sem espaço e sem tempo,
onde não há palavras como deve e haver e ter e ganhar e competir,
mas apenas a clareira dos bosques onde nos sentamos à beira dos regatos
e aguardamos o canto das aves para de novo partirmos,
mais leves, mais fraternos e mais amorosos...
segunda-feira, 30 de julho de 2012
O teu tom
domingo, 15 de julho de 2012
Somos ramos...
Aqui estamos.
Caminhamos.
Para onde vamos?
Não nos largamos.
Somos ramos.
Da mesma árvore.
Cujo nome, ignoramos !
-
Lx, 13 /1/2012
-
Foto Net
sábado, 7 de julho de 2012
Crescemos com a bênção das águas
É como sair de um túnel
Quase como um parto
Preparado pelo tempo,
Remoído !
Como definir
A sensação
Que oprime
E liberta o coração
A mistura das folhas secas
Dos labirintos das mágoas
Que se dissolvem nas chuvas
Com as pétalas vermelhas das rosas
Podiam ser amarelas
- seios de mimosas -
Perfumadas auroras
Que vencerão a chuva
Olhar diferente para o mundo
Casa com alicerces que ruíram
Sorrisos novos
Com asas mais leves saímos dos becos
E assim crescemos
E envelhecemos
Com a bênção das águas...
-
In "Os caminhos de Silêncio " - Chiado Editora, Novembro 2011
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