sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O canto triste e doce da terra amada

O transcendente fascina-me.
Toca-me.
Equilibra-me.
Harmoniza-me.
Completa-me.
Mas falo do transcendente que recebe e bebe as lágrimas do meu rosto,
as críticas da minha inteligência,
as dúvidas e fraquezas do meu espírito,
as forças vulcânicas e suaves e doces do meu coração.
Simbiose,
casamento
da terra sagrada,
conhecida,
amada,
cheirosa,
com o céu almejado do sonho dourado.
Céu feliz.
Terra agradecida.
Amor mais pleno não há.
O perfume tem um sentido,
aceite pela lonjura infinita
que escuta com olhos maternais
o canto  triste e  doce da terra amada.

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