quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cantiga das rosas


Se fossem pessoas seriam mulheres 
Se fossem mulheres seriam rosas
Abertas
Maduras
Garbosas
Dançando voluntariosas
Com o corpo do vento
Sonhadoras
Dengosas
Sábias
Vaidosas
Ternas
Preciosas
Se fossem pessoas seriam mulheres
Se fossem mulheres seriam rosas...

31 de Maio de 2015
( Foto Net )

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Os meus livros






Quem desejar comprar os meus livros......estarei amanhã, dia 5 de Junho, na Feira do Livro, em Lisboa, nos Pavilhões da Chiado Editora, em sessão de autógrafos.
Serão bem.vindos.
Abraços

quarta-feira, 27 de maio de 2015

bosques de silêncio


A voz da alma
sobre coisas da essência
ouve-se melhor,
não em redes de malhas apressadas,
mas em bosques de silêncio
partilhado com o falar dos pássaros
e o sussurrar melancólico- doce dos riachos...

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Primordial respiração


Criança sou que busca com as letras do poema
o regresso ao bosque puro da inocência.
Lembrança não lembrada
Não ensinada
Não esquecida.
Impulso de alma.
Primordial respiraçao
Onde sinto calmo
o coração.
Maio 2015

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Quanto mais leve

Quanto mais leve me sinto
Mais puramente te amo

terça-feira, 5 de maio de 2015

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio


(Foto Net )

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
                      ( Enlacemos as mãos )

Depois pensemos, crianças adultas,que a vida
Passa e não fica, nada dexa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
                      Mais longe que os deuses

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
                           E sem desassossegos grandes

Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
                            E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quisessemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro,
                           Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
                          Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-às de mim depois,
Sem que a minha lembrança te arda, ou te fira, ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos,,nem nos beijamos,
                                   Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barquiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-às suave à memória lembrando-te assim - a beira do rio.
                             Pagã triste e com flores no regaço.

RICARDO REIS
ODES

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Levo comigo todos os caminhos!

No meu caminho
Levo comigo
Todos os caminhos
Do mundo…

terça-feira, 21 de abril de 2015

Quem me ensinou a ser árvore

Quem me ensinou a ser árvore não foram os livros.Foi a vida.E na vida,o sofrimento. Quem me deu o nome de árvore foi no entanto um escritor que muito admiro e a quem fico grato: Miguel Torga. Com a anuência de Rilke,cuja clarividência não dispenso.
Abril 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A minha paisagem

A minha paisagem é  desértica, solitária, sóbria, bela, com os gaimões e as flores brancas das estevas, abertas, baloiçando no vento suave da primavera...


Durante estes  dias ouvi, na companhia das giestas, o vento fazendo balouçar os braços dos pinhais e ouvi o vento e perguntei como sempre pergunto o que diz o vento e ouvi os pássaros cantarem e perguntei como sempre pergunto o que dizem os pássaros quando cantam àquilo que não sei....

sábado, 11 de abril de 2015

A voz da alma

Nada vence a voz da alma 
Consciente do seu destino!

( Março de 2015 )

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Interstícios

Interstícios.. .são janelas de pedra, de mar, de vento e de luz, por onde espreito,  para o outro lado de mim!

terça-feira, 31 de março de 2015

Recantos

Recantos.
São meus encantos!
Brisas 
Doces chegadas e partidas.
Janelas amplas
Abertas
Escancaradas.
Mesas sempre postas 
Com pratos cheios
De beijos e de rosas!
Dados aos corações 
E aos olhos enamorados.
Sossegados...


Mértola, fim de Março.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Que tenham alma

Como sabem, amo as palavras,
Mas quero as palavras que tenham raizes,
Que tenham braços e mãos abertas,
Que tenham coração,
Principalmente que tenham alma.
As outras....não me interessam....
Por mais belas !


sexta-feira, 20 de março de 2015

O teu respirar

Há palavras que soletro em silêncio,
uma delas é o teu respirar.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O poema e eu

O poema diz-me
Que não precisa de mais palavras !
Que está contente
Com as palavras que tem !
Eu digo apenas:
- Está bem !