quinta-feira, 18 de junho de 2015

Sílaba rutilante



( foto net )

O sóbrio. Prefiro.
Sílaba rutilante.
Diamante.
Lago, não mar, mas com verdades profundas.
Sem falsidades.
Prefiro.
Cada vez mais.
Cardo soberano na aridez
do deserto.
Mas pleno.
Rosto autêntico
Triste.
Ou contente.

Junho 2015

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cantiga das rosas


Se fossem pessoas seriam mulheres 
Se fossem mulheres seriam rosas
Abertas
Maduras
Garbosas
Dançando voluntariosas
Com o corpo do vento
Sonhadoras
Dengosas
Sábias
Vaidosas
Ternas
Preciosas
Se fossem pessoas seriam mulheres
Se fossem mulheres seriam rosas...

31 de Maio de 2015
( Foto Net )

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Os meus livros






Quem desejar comprar os meus livros......estarei amanhã, dia 5 de Junho, na Feira do Livro, em Lisboa, nos Pavilhões da Chiado Editora, em sessão de autógrafos.
Serão bem.vindos.
Abraços

quarta-feira, 27 de maio de 2015

bosques de silêncio


A voz da alma
sobre coisas da essência
ouve-se melhor,
não em redes de malhas apressadas,
mas em bosques de silêncio
partilhado com o falar dos pássaros
e o sussurrar melancólico- doce dos riachos...

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Primordial respiração


Criança sou que busca com as letras do poema
o regresso ao bosque puro da inocência.
Lembrança não lembrada
Não ensinada
Não esquecida.
Impulso de alma.
Primordial respiraçao
Onde sinto calmo
o coração.
Maio 2015

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Quanto mais leve

Quanto mais leve me sinto
Mais puramente te amo

terça-feira, 5 de maio de 2015

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio


(Foto Net )

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
                      ( Enlacemos as mãos )

Depois pensemos, crianças adultas,que a vida
Passa e não fica, nada dexa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
                      Mais longe que os deuses

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
                           E sem desassossegos grandes

Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
                            E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quisessemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro,
                           Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
                          Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-às de mim depois,
Sem que a minha lembrança te arda, ou te fira, ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos,,nem nos beijamos,
                                   Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barquiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-às suave à memória lembrando-te assim - a beira do rio.
                             Pagã triste e com flores no regaço.

RICARDO REIS
ODES

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Levo comigo todos os caminhos!

No meu caminho
Levo comigo
Todos os caminhos
Do mundo…

terça-feira, 21 de abril de 2015

Quem me ensinou a ser árvore

Quem me ensinou a ser árvore não foram os livros.Foi a vida.E na vida,o sofrimento. Quem me deu o nome de árvore foi no entanto um escritor que muito admiro e a quem fico grato: Miguel Torga. Com a anuência de Rilke,cuja clarividência não dispenso.
Abril 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A minha paisagem

A minha paisagem é  desértica, solitária, sóbria, bela, com os gaimões e as flores brancas das estevas, abertas, baloiçando no vento suave da primavera...


Durante estes  dias ouvi, na companhia das giestas, o vento fazendo balouçar os braços dos pinhais e ouvi o vento e perguntei como sempre pergunto o que diz o vento e ouvi os pássaros cantarem e perguntei como sempre pergunto o que dizem os pássaros quando cantam àquilo que não sei....

sábado, 11 de abril de 2015

A voz da alma

Nada vence a voz da alma 
Consciente do seu destino!

( Março de 2015 )

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Interstícios

Interstícios.. .são janelas de pedra, de mar, de vento e de luz, por onde espreito,  para o outro lado de mim!

terça-feira, 31 de março de 2015

Recantos

Recantos.
São meus encantos!
Brisas 
Doces chegadas e partidas.
Janelas amplas
Abertas
Escancaradas.
Mesas sempre postas 
Com pratos cheios
De beijos e de rosas!
Dados aos corações 
E aos olhos enamorados.
Sossegados...


Mértola, fim de Março.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Que tenham alma

Como sabem, amo as palavras,
Mas quero as palavras que tenham raizes,
Que tenham braços e mãos abertas,
Que tenham coração,
Principalmente que tenham alma.
As outras....não me interessam....
Por mais belas !


sexta-feira, 20 de março de 2015

O teu respirar

Há palavras que soletro em silêncio,
uma delas é o teu respirar.