terça-feira, 30 de abril de 2013
Peito aberto aos ventos
Olhemos puros para fora e para dentro.
Sem medos.
Onde há medos não há lugar para o Amor.
Digamos não às vitimizações e culpas visões de fantasmas algozes inexistentes.
Mostremos o peito aberto aos ventos
Que desarmados com sorrisos...
Já são brisas...
sexta-feira, 19 de abril de 2013
E onde a música vem do vento
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Curvada sobre a terra
sábado, 6 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Mais um amigo que parte.
Mais um amigo que parte.
Mais uma cadeira vazia
Que fica
No cenário
Indiferente
Da vida.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
sábado, 23 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Somos
Somos barcos que choram
Portos que gritam
Gaivotas que procuram
In " As Palavras São de Água"
Chiado Editora, Setembro. 2009
( Foto Net )
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Chuva, antiga...
Chove e gosto; e sinto, sempre, que o som da chuva é muito antigo; e que chove sobre a terra, sobre mim e sobre o mundo, e eu sou a terra, o mundo, o tempo, a chuva e o som da chuva. Há, no som da chuva, que cai sobre mim, ao ouvir a chuva, o tempo da chuva e o tempo do mundo e o tempo do tempo e o tempo de mim! ...
É como se eu fosse da idade da chuva, da idade da terra, da idade do mundo, da idade do tempo, e por isso não me basta dizer: chove; e é bom ouvir a chuva...Porque algo me faz lembrar o inlembrável e ao dizer isto sei que não é construção da mente para efeitos estilísticos..Não!...É sentimento. Antigo. Como a chuva. E o tempo...
-
In o meu livro, " Os Caminhos do Silêncio " - Chiado Editora, Outubro 2011
( Foto Net )
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
São estas as águas
( Foto do Guadiana, em Mértola )
Que le(a)vam as letras do meu nome.
Águas limpas águas claras águas sempre em movimento.
Nelas desliza o bote do meu destino.
O meu corpo fala a linguagem dos peixes
Que sabem ser este o espaço
Da minha liberdade.
Aqui, o cântico do sol e da bruma
Brota do ritmo harmonioso do meu coração
Identificado com a terra, com o céu e com a água.
O verde das margens é o verde dos meus olhos.
É este o rio certo.
O barco certo.
O ritmo certo.
-------------
In o meu livro, " As palavras são de água "
Chiado Editora, Setembro de 2009
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Amorosamente acarinhados...
sem teias nas palavras e sem brumas no olhar
é que nos vemos, amorosamente acarinhados
com o Todo
do céu e da terra
da vida e da morte
da alegria e da tristeza
da solidão e do abraço
do amor e das mágoas
da mentira e da verdade
sábado, 26 de janeiro de 2013
Imaginações ( IV )
Nos momentos de leveza...
Nos momentos de leveza,
as janelas da luz,
a nascente do sorriso,
o regaço da plenitude
e a unidade do amor infinito
abrem-se,
florescem,
e são bosques
com que sonhas
nas noites do Sonho,
e acordas,
lembrado,
contente.
Nos momentos de leveza,
as janelas da luz,
a nascente do sorriso,
o regaço da plenitude
e a unidade do amor infinito
abrem-se,
florescem,
e são bosques
com que sonhas
nas noites do Sonho,
e acordas,
lembrado,
contente.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Imaginações ( 3 )
( foto Google )
Os Interstícios
O meu olhar procura
O espaço escondido
No meio das pedras antiquíssimas.
São os interstícios!...
Passagens que me levam
Ao sítio misterioso dos búzios.
Ao país sem tempo dos perfumes.
À quentura infinita
De todos os regaços,
Seios,
Braços apertados,
Abraços,
Olhos luminosos:
Parecem os teus olhos,
Mas não são, não!...
São os olhos das estrelas!
Tristes e tão sós!
Com saudades de nós!...
( poema que consta do meu livro, " As palavras são de água ".
Não sou só eu a procurar os interstícios, eles também me procuram!
É um encontro preparado nos caminhos misteriosos do silêncio!...
É um encontro preparado nos caminhos misteriosos do silêncio!...
A consciência do encontro é num tempo sem consciência do tempo.
É um estado de leveza.
De não pensamento.
É então que observo e sinto e pressinto, mas não penso.
É uma forma diferente de ver, de sentir, mas nunca de pensar!
O pensamento não se torna necessário!
As palavras surgem e contam o que os olhos vislumbram.
As imagens que elas traçam são o que os olhos vêem.
Nem posso dizer que espreito pelos interstícios das pedras, ou das folhas, ou das nuvens libertando-se à superfície das águas.
Vou indo sem medo, com uma atenção redentora e uma suavidade no corpo, conduzido pelas asas do sonho.
Não sou acção. Faço parte de um processo.Que não leva muito tempo.Não sei.Sei apenas que se quebra, quando tomo consciência do meu corpo.
Então vejo onde estou.
Então vejo onde estou.
E acho que sonhei!
Assinar:
Postagens (Atom)

.jpg)



.jpg)



