quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O vento ouve-se

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Poema de Rita Aleixo
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O vento ouve-se forte a bater nas cortinas da casa
- incessante, ruidoso.
Um trovão desaba com estrondo mesmo por cima dos homens
E a terra treme por instantes.
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Gota de água num oceano infinito.
Sementes de memórias de um tempo que já foi tempo,
De um vácuo de aspirações, medos e paixões.
E o vento sussurra-nos seus segredos a sorrir,
Enquanto dormimos acordados,
Sabendo ele que nada mais vamos ouvir,
Inquietos com o desejo puro e triste da eternidade.
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E chega em silêncio o murmúrio da chuva.
Nada mais para além disso.
E ficamos sós
Nesse grande universo por descobrir!
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Rita Aleixo
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In, " Entre o Sono e o Sonho "
antologia de poesia contemporânea
Volume II
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Foto Net
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