quarta-feira, 20 de abril de 2011

A máscara dos dias!

A máscara dos dias!
A rudeza indiferente
dos gestos e palavras
De quem se ignora,
Se desconhece,
Se detesta,
Não se atura,
E se aborrece.
De quem se fala e ri
À superfície.
De quem trabalha
Mas não cria.
De quem envelhece,
De olhos macerados,
Os pensamentos emprestados,
Os sonhos já rendidos,
Esquecidos,
Não lembrados!...
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Dias...onde a luz faz estremecer
Os alicerces da bruma
( o bolor aí se cria,
e trepa,
e prende os corações,
que riem quando deviam chorar,
que choram quando deviam gritar!...)
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No dia a noite é espessa!
E de noite...o choro é livre!
As mãos de alguns odeiam,
E mostram no peito...
A chaga de uma flor!...
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In "As palavras são de água"
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Foto Net
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