sábado, 31 de dezembro de 2011

Poema de Ano Novo: os cactos vermelhos solitários sobre as dunas



.A alma liberta no regaço da manhã
rejubila de luz intensa
a rasgar as crostas do cimento calcinado
sobre as raízes esmagadas dos sonhos violados.
As pedras, estremunhadas,  se remexem !

E as águas irrompem violentas, poderosas, puras, imparáveis, 
das gargantas desobstruídas da terra,
onde os cactos vermelhos, solitários sobre as dunas,
como sentinelas  ignoradas,
sorriem, esperançadas, 
não obstante a aspereza dos ventos,
a solidão agressiva das noites 
e o frio agreste das madrugadas!
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Foto Google

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