sábado, 5 de dezembro de 2015

Quero o puro beijo


Não há cedo nem tarde
Não há tempo
Há o estar atento
sem saber que se está
Quero o antes da nascente
E do sol poente
Acordar dos pássaros
E dormitar dos seus cantos
Noivado dos goiveiros
Sílabas com sonho das palavras
Pauta da música entregue à folha do outono que cai
Quero o puro beijo
Com a saliva mestra de todas as rosas trágicas e festivas...
Que as palavras fiquem invejosas
E que os risos vençam a morte
no amor pleno
das brisas frescas da madrugada...
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