quinta-feira, 28 de abril de 2016

Pele terna, a mais pura...


Eterno, infinito, embora circunscrito aos limites inexoráveis do tempo. Sóbria beleza, mas com tudo o que baste. O teu corpo deitado na esteira debaixo do céu estrelado. Os cactos sorridentes sobre as dunas. Os animais amigos que dormem à beira dos poços, à sombra das árvores. Canções, as do vento beijando as peles contentes no silêncio. Berço da paz e da reconciliação do amor. Plenitude respirada pelo todo dos corpos, dos frutos e dos abraços sequiosos dos astros mais longínquos. Harmonia incomensurável feita com a escassez completa da pele terna, a mais pura!

Maio 2015
Eduardo Aleixo
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