O poema diz-me
Que não precisa de mais palavras !
Que está contente
Com as palavras que tem !
Eu digo apenas:
- Está bem !
quinta-feira, 19 de março de 2015
sexta-feira, 13 de março de 2015
Indelével e eterno
Meu ( nosso ) tempo sem tempo
não sentido tempo
indelével e eterno roçagar de vento...
não sentido tempo
indelével e eterno roçagar de vento...
terça-feira, 10 de março de 2015
sábado, 7 de março de 2015
Como se fossem noivas
Trato e cuido das palavras
Como se fossem noivas.
Amo-as
E respeito-as.
Como se fossem noivas.
Amo-as
E respeito-as.
Lx,Março
quarta-feira, 4 de março de 2015
Princípio das águas
As perguntas que faço nunca são
sobre a foz dos rios,
mas sobre o princípio das águas...
sobre a foz dos rios,
mas sobre o princípio das águas...
segunda-feira, 2 de março de 2015
Assim quero o meu poema
Neblina indelével
Que a beleza não revela
Mas que insinua como pérola:
- Assim quero o meu poema!
Que a beleza não revela
Mas que insinua como pérola:
- Assim quero o meu poema!
Mertola-Lisboa, 2 de março
domingo, 1 de março de 2015
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Mãos de fada
Gostarei sempre das pessoas que fazem
crochet porque me lembro das mãos de fada da minha avó Artemisa com dedos que
viam microscopicamente as janelas das linhas das rendas que deixou:
- Sublimes palacetes brancos....
- Sublimes palacetes brancos....
Mertola ( agora e em datas anteriores )
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Que bom !
Céu cinzento.
Vai chover.
Mas os pássaros cantam
Na frescura da manhã
Como a dizer:
Que bom !...
Mais um dia,
Para viver!
Vai chover.
Mas os pássaros cantam
Na frescura da manhã
Como a dizer:
Que bom !...
Mais um dia,
Para viver!
( Sete da manhã,
passeando o meu cão)
passeando o meu cão)
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Como um parto doloroso
É sempre
como um parto.
Doloroso.
Na névoa do tempo.
A conquista de outro espaço,
Luminoso.
Doloroso.
Na névoa do tempo.
A conquista de outro espaço,
Luminoso.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
O perfume da flor
O perfume
sublime da flor
tem sempre para mim o cheiro materno e quente da terra...
tem sempre para mim o cheiro materno e quente da terra...
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Assim são os poemas
Assim são os poemas
Hinos e odes
Com alegrias e dores
Nos bicos inocentes das aves...
sábado, 31 de janeiro de 2015
Mente leve, leve...
Olho de frente para o sol de inverno
que me acaricia o rosto e me aquece a alma
e sinto a mente leve, leve,
como as folhas no chão empurradas pelo vento...
Lx, 13 de Janeiro
que me acaricia o rosto e me aquece a alma
e sinto a mente leve, leve,
como as folhas no chão empurradas pelo vento...
Lx, 13 de Janeiro
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Eternamente sábios
Há homens e mulheres que bebem
a eternidade dos momentos.
Têm os olhos abertos
e atentos.
Vivem encantados.
Sorriem
e choram
com a mesma facilidade.
Etrernamente crianças,
são os únicos adultos sábios.
Eduardo Aleixo,
in " As palavras são de água " - Chiado Editora.
a eternidade dos momentos.
Têm os olhos abertos
e atentos.
Vivem encantados.
Sorriem
e choram
com a mesma facilidade.
Etrernamente crianças,
são os únicos adultos sábios.
Eduardo Aleixo,
in " As palavras são de água " - Chiado Editora.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Poema dedicado à minha Criança Interior
Há um espaço que não muda
nunca!
É onde te sentes tu.
Igual ao que eras
Longe...
Esse espaço é um bosque
De silêncio remansoso...
Onde permaneces criança
Que te olha
E espera o teu olhar.
É um espaço no tempo sem tempo...
Em que tudo já sabias
O que agora lembras
Ao reveres o teu rosto.
Sim...já não existem as árvores.
Resta a colina, despida.
E a pedra onde te sentavas.
Mas o espaço é o mesmo
E lá permaneces sentado!...
Igual ao que eras
Longe...
Esse espaço é um bosque
De silêncio remansoso...
Onde permaneces criança
Que te olha
E espera o teu olhar.
É um espaço no tempo sem tempo...
Em que tudo já sabias
O que agora lembras
Ao reveres o teu rosto.
Sim...já não existem as árvores.
Resta a colina, despida.
E a pedra onde te sentavas.
Mas o espaço é o mesmo
E lá permaneces sentado!...
Lx, 10 de Setembro
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