segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Como se fosse um sem abrigo!

Bato a Tantas portas
Do Saber e da Poesia!
Leio Tantos Poemas
Que são espelhos
Onde o rosto com as mãos carentes de
Um afago maior
Do que a amplitude do meu corpo
Se sentem mais firmes
Do que a verdade do que sentem!
Mas termino sempre só
Como mendigo
Ou cão perdido
À porta duma casa abandonada
- a minha casa -,
Onde acordo,
E prostrado,
Envergonhado,
Me sinto,
Como se fosse um sem abrigo!
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Os caminhos do silêncio
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Lx, Nov. 2010
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Foto Net
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