segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Apresentação de "As palavras são de àgua" na Feira do Livro, em Mértola.

Os elementos da autarquia, ao centro ( Mário e Sandra ); e o Pedro - que me apresentou - e eu, nos extremos.
Imagens do público amigo presente.
Lendo alguns poemas, com destaque para um, referente ao que sinto quando, passados estes anos , vou à minha terra...
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O significado das raízes
Só os cerros recortados contra o céu
Parecem os mesmos da minha infância!
Já as águas do rio, no vale, não são transparentes como eram.
Há peixes que desapareceram
E não sobem nas águas de Março.
Nos postigos fechados da vila antiga,
Alcandorada na encosta íngreme,
Assoma o rosto do silêncio.
O que vejo, mas não conheço,
São os filhos e netos da minha geração de amigos,
Alguns já mortos.
O que significa que o tempo foi correndo,
A poluição conspurcou as águas
E fui envelhecendo.
Hoje, sou um estrangeiro no cenário em que fui, como actor,
Um sonhador dinâmico,
Mas onde sinto que só as raízes das árvores escutam o meu canto!
Olho para elas com outros olhos
E compreendo melhor o significado das raízes!
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Eduardo Aleixo ------------- Mértola, 21 de Novembro de 2009
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