segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Que o novo ano seja NOVO!

Aprendizagem permanente. As desilusões - sempre, ainda! - no desboroar das aparências. Tantas maldades cândida e principescamente enroladas em embrulhos de pequenos, quantas vezes, imperceptíveis gestos, insinuações, silêncios, chantagens , traições...Tanta inflação de palavras nobres no fim das quais ficamos atónitos no palco vazio, ou na rua cheia de pessoas apressadas, que procuram apenas que olhem para elas, que as mimoseiem, mas que se desviam do corpo pedinte, e do olhar suplicante: podia estar morto ali na avenida, à hora de ponta, quantos o levantariam e perguntariam: quem é? quem foi? ...Na hora da verdade, da dor ou da alegria, quantos amigos de palavras tão belas, tão amigos, com versos retóricos de flores e de mar, aparecem ao teu lado e em silêncio te olham sorrindo sem se rirem, pondo uma rosa na lapela do teu coração?! Nada de novo. Aprendizagem permanente. Há apenas que ver se errámos menos, se lavamos mais facilmente as mágoas, se perdoamos com mais facilidade...mas se ...jogamos fora, como lixo, certas palavras e certos caminhos... Que o novo ano seja um ano NOVO... Eduardo Aleixo
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