sábado, 15 de agosto de 2009

O vento ouve-se

- Poema de Rita Aleixo
O vento ouve-se forte a bater nas cortinas da casa
- Incessante, ruidoso.
Um trovão desaba com estrondo mesmo por cima dos homens
E a terra treme por instantes.
-
Gota de água num oceano infinito,
Sementes de memórias de um tempo que já foi tempo,
De um vácuo de aspirações, medos e paixões.
E o vento sussurra-nos seus segredos a sorrir,
Enquanto dormimos acordados,
Sabendo ele que nada mais vamos ouvir,
Inquietos com o desejo puro e triste da eternidade.
-
E chega em silêncio o murmúrio da chuva.
Nada mais para além disso.
E ficamos sós
Nesse grande universo por descobrir!
Rita Aleixo
( Foto Google )
( Livro " Entre o Sono e o Sonho - antologia de poesia contemporânea - Volume II )
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