segunda-feira, 12 de outubro de 2009

As palavras são de água

As palavras rebolam pela estrada aberta
e eu senti o momento da abertura!
Uma fonte se abriu
quando espetei o dedo no ponto certo
da argila da montanha
e a água correu!
Recebo-a com cuidado na ponta dos meus dedos,
nem penso,
deixo-a correr pelas mãos
e lavo com ela o corpo todo.
É o momento da minha ligação ao universo!
Agora revejo o meu rosto verdadeiro
que se expressa
feliz ou triste, não importa.
É a água da Fonte!
Não há estrangulamentos...
Sou a água que corre e me ilumina.
As palavras são de água.
Correm.
Ouvem-se no silêncio.
A alma está contente porque eu a ouvi
no momento certo.
Ela esperava que eu a ouvisse.
Ela espera sempre ser ouvida.
Nem sempre a ouço...
Ando muitas vezes distraído...
Mas há momentos que não sei explicar:
- Descubro fontes!
São os momentos do encontro maior!
- O encontro mágico do amor.
-
In " As palavras são de água ".
O livro vai ser apresentado em Lisboa,
no dia 24 deste mês.
Enviar-vos-ei os convites, dentro de dias.
Será bom ter-vos comigo.
-
Eduardo Aleixo
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