sábado, 9 de outubro de 2010

Casa com orelhas grandes

Como gosto da minha casa
Pequena,
Com orelhas grandes,
Para escutar
A sinfonia
Do mar!...
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In " As palavras são de água "
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Foto minha

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Só nos sonhos vens

Só nos sonhos vens
tu que não vejo e com quem não falo
há tanto tempo
Surges de vez em quando nos sonhos que tenho
sempre calma e não sei se falamos
mas acho que sim
não sei
sei que és uma presença serena
sinto no sonho a perfeição
a harmonia
se falamos ou não
não sei
mas não me lembro de palavras
lembro sim de gestos
mas tudo suave
a encher o coração
que pelos vistos não dorme
será a alma?!
não sei
sei que assim devia ser no mundo chamado do real
sei que o mundo chamado do real é a nascente do sonho
mas também sei que é esta oposição que dá valor ao sonho
mas também penso
que as nossas almas se encontram
e já decidiram
- será?!
que é melhor assim
a gente encontrar-se no sonho
e acordarmos com a sensação doce e suave e feliz
de que mais vale o encontro nos sonhos
do que na vida
onde se nos encontrássemos
nenhuma palavra já nos traria a paz
porque já não sabemos usar as palavras.
Então
bem melhor será que nos encontremos nos sonhos...
Será que... se me leres... as palavras que digo se transformam em verdadeiras?
Isto é: será que também sentes que te encontras comigo nos sonhos?
Ah!!
Se me leres e nada sentires, o que escrevo é indubitavelmente delírio
ou expressão de desejos inconscientes!
Se sentires o que digo, ficas a saber que não vale a pena
trocar o mundo dos sonhos por qualquer encontro em qualquer local
do mundo onde habitamos.
E se nos encontrarmos, poucas palavras devemos proferir, apenas as
indispensáveis. Aliás, como disse, já nem sabemos usar as palavras!
Se nada sentires, deixa-me dizer que os encontros nesta vida
deveriam ser como aqueles que tenho contigo nos sonhos !
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" Os caminhos do silêncio "
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Foto Net

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Como não sorrir sequioso...

No fim sem fim dos caminhos fatigados
Surpresa e dolorosamente renascidos
Nos interstícios das rochas
Nos becos labirínticos das grutas
Nos recantos espinhosos dos conflitos
Brisas subterrâneas sibilinas
Pétalas de esperança,beijos, carícias, aromas
Para além das curvas sombrias dos túneis
Tão longo o caminhar em direcção à sinfonia das ondas!
Como não sorrir sequioso
Para o sorriso materno da manhã
Ou deitar-me no colo das areias despidas
Mas tão cheias à beira do mar!?
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Lisboa, 13/9/2010
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Caminhos do silêncio
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Foto minha

sábado, 25 de setembro de 2010

O afago sublime das estrelas

O silêncio da noite fala
liberto.
O mesmo diria da madrugada
ou do sorriso das pétalas acordadas
pela dança sincopada dos insectos.
Há segredos bem audíveis
antes do acordar dos pássaros,
que a mente não percebe
mas a brisa e as flores compreendem
e enchem o coração infinito
da alma!
Coisas tão pequenas e tão leves
mas tão plenas!
Que riqueza existe
sem nenhum padrão de medida
a não ser o da eternidade
e o do sem limite!...
É noite,
(mas poderia ser de madrugada)
e recebo no tosco de mim
o afago sublime das estrelas
e tão grato fico
e tão sábio me pareço!
E tão calmo estou!
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Os caminhos do silêncio
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Lx, 5/8/2010
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Foto Net

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Namíbia...

( Deserto )
Durante duas semanas tive a oportunidade de sair da pequena ilha no equador rumo a um país enorme – a Namíbia. Situada na costa entre Angola e a África do Sul, a Namíbia conquista as pessoas pelas suas diversas e belas paisagens, pela sua natureza e preservação da vida animal selvagem e pelo deserto. As primeiras impressões que tive, curiosamente, foram a estranheza de parecer estar no Alentejo, pela secura e longas planícies desérticas do sul. Isso quase me fez sentir em casa! Aluguei um carro e cada dia fazia no mínimo uns 400 km para chegar a qualquer destino. Posso dizer que passei mais tempo dentro do carro e a conduzir do que a caminhar. Mas mesmo assim não foi possível visitar tudo…
A Namíbia foi uma colónia Alemã e, até à década 90, esteve sob domínio da África do Sul. Isso justifica o elevado número de descendentes Africans e Alemães que lá vivem, mas não deixou de me chocar a existência de tantos brancos a falar alemão ou africans em cidades bem organizadas, com supermercados, bancos e grandes vivendas. Claro que depois percebi a enorme disparidade social existente. Existe uma barreira entre o norte e o sul do país que impede os animais vindos do norte entrarem na zona sul, devido a uma série de doenças que chegaram dos territórios de Angola (segundo explicaram). É igualmente impressionante como essa barreira animal marca a divisão de dois mundos na Namíbia. No sul, tudo muito bem organizado e influenciado pela cultura alemã, onde vivem muitos brancos e onde se encontra também a zona do deserto e a zona restrita dos diamantes.
( Fronteira com Angola - Rio Cunene )
O norte, pobre, mas com mais recursos de água e portanto mais verde, onde se encontram ainda as antigas tribos nómadas, criadoras de animais, que tive a oportunidade de ir visitar. Uma das grandes etnias aí residente são as himbas que são muito conhecidos pois as suas mulheres andam apenas com uma pele à cintura e usam uma pasta ocre na pele que as faz ter uma cor diferente e um cheiro muito característico. Nunca tomam banho em toda a vida. E na cidade do norte, capital desta etnia – Opuwo – circulavam com a maior naturalidade pelos supermercados e bancos! Mas o que mais gostei foi das reservas e da possibilidade de estar próxima de animais e da vida selvagem. Vi pela primeira vez girafas e zebras, diversos tipos de antílopes, gnus e rinocerontes. Vi também elefantes, chitas e chacais. Só não tive a sorte de ver leões… Mas a proximidade da vida selvagem faz-nos estar mais perto do mundo natural e reconhecer a importância da preservação e de que fazemos parte de um ecossistema maior, do qual muitas vezes nos esquecemos existir (e que conhecemos através do zoo). Recomendo vivamente. Foi uma viagem memorável.
Bjs a tod@s Rita

( Cubata da etnia Himba )

- Fotos de Rita Aleixo

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ECOS...

As vozes das almas calam-se face à inundação alienada dos ecos que ressaltam sobre as montanhas da pele. O ruído que provocam faz cair as brumas sobre o anúncio de todos os sentimentos verdadeiros.
Há que partir da voz original e que ela não se perca.
Só ela fala das águas puras do interior das rochas e deixa ver o essencial do mundo.
É demasiado o ruído e este faz tremer as pontes entre as águas soltas e as que correm transparentes no ventre secreto da terra.
Por isso fujo dos ecos prevelacentes sobre os poros das encostas da pedra.
Prefiro a voz pura, tosca, mas original, que se eleva na madrugada como as névoas na superfície das águas quando o sol desce no vale e vai no bico das cegonhas dizer o que a alma diz sem outra pretensão que não seja :
- estou aqui, só, debaixo do céu, mas acompanhado por todo o amor do mundo!
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Lx, 27/8/2010
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" Os caminhos do silêncio "
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Foto minha- Mértola, Agosto 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Nada pode impedir o nascimento das estrelas

É difícil destronar as primeiras palavras!
Impensadas!
Seres
que nasceram do nada!
A mente não as destroi!
A sua força vem da fonte
das origens
do fundo do ser.
Não foi por acaso que nasceram:
estavam destinadas
a serem os alicerces do poema!
Como água das nascentes
ou lava dos vulcões
ou beijos apaixonados
ou frutos maduros da terra
nada pode impedir
o nascimento das estrelas
ou da criança
quando chega o tempo
de nascer!
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Lx, 25/8/2010
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" Os caminhos do silêncio "
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Foto minha

sábado, 28 de agosto de 2010

Muitos barcos vazios com remos à espera

Pontes destruídas
Caminhos abandonados
Destinos
Que são sombras
Ilhas
Na Ilha
Espreitando outras sombras
Nas areias
Do outro lado!...
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Separando as sombras
Águas vivas
E muitos barcos vazios
Com remos à espera
E pássaros incansáveis
Cantando a melodia dos abraços
Entre as margens!...
"Os caminhos do silêncio"
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Lx, 21/7/2o10
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Foto Net

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Adormeço ao lado das árvores

É noite.
Fecho os olhos.
E adormeço ao lado das árvores.
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Brejenjas, 25 de Agosto
~-
Foto Net
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Os caminhos do silêncio

domingo, 22 de agosto de 2010

Sobre os seixos da vazante

É luz a música dos pássaros
No teclado dos ramos
Ou nas folhas dos plátanos
Que poema descreve
O cantarolar do riacho
Na garganta das pedras
Ou que palavra
No silêncio das noites de Agosto
A catarata das águas
Sobre os seixos da vazante
E as montanhas de xisto
Vestidas de silêncio
E eu deitado na tenda
Com todos os sonhos do mundo
Nada sabendo da vida
Deleitado
Na música das águas
Com a lua mexendo no bico dos cerros
E sem saber
Que esta música
E este silêncio
Ficariam para sempre no meu coração!...
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5/8/2010
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" O tempo nas palavras "
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Foto da ilha de S. Tomé - perto da Roça Bombaim- 6/2008

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Parabéns, Rita

Passa um dia feliz nessa terra, Namíbia, cujos encantos estás agora a descobrir!
Esperamos as tuas reportagens e fotos.
Com todo o amor e carinho.
Saudades dos teus pais.
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Fotos Net

sábado, 14 de agosto de 2010

Poema Canção da minha ternura

Rondaste o meu castelo solitário
Como um rio de vozes e de gestos;
Baixei as minhas pontes fatigadas
E conheci teus lumes, teus agrados,
Teus olhos de ouro negro que confundem;
Andei na tua voz como num rio
de fogo e mel e raros peixes belos;
Cheguei na tua ilha e atrás da porta
me deste o banquete dos ardores teus.
-
Mas às vezes sou quem volta
a erguer as pontes e cavar o fosso
e agora em sua torre, ternamente
sem mágoa se debruça nas varandas
Vendo-te ao longe, barco nessas águas,
Querendo ainda estar se regressares
Porque seria pena naufragarmos
Se poderias ter, sem tantas dores,
viagens e chegadas nos amores meus.
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LYA LUFT
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Poema cedido pela amiga Água do Mar a quem peço que LYA LUFT venha ler a ver se gosta de aqui se ver!
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Foto Net

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Senhora cegonha

Lá traz a cegonha
no bico raminho
de meia encarnada
vem dando chegada
ao seu velho ninho!
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Senhora cegonha,
como tem passado?
Não há quem a veja,
lá vai prá igreja,
poisar no telhado...
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No seu velho ninho

ponha ovos ponha...

Que seja bem vinda,

Branquinha, tão linda,

Lá vem a cegonha!

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Em chegando Agosto

um bando levanta

anunciando a hora

de se ir embora,

leva o meia branca...

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Senhora cegonha,

como tem passado?

Não há quem a veja,

lá vai prá igreja

poisar no telhado...

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Folclore musical do Baixo-Alentejo

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Para ouvir no You-tube, em Senhora cegonha,

Grupo Coral de Cantares Regionais de Portel

- Foto minha

domingo, 8 de agosto de 2010

Estás longe-perto

Onde estarás?
Só depois de partires
É que melhor te conheci
E mais te amei.
Estás algures longe-perto.
Será que um dia nos vamos encontrar
Quando eu partir para esse lugar?
Amo-te.
Faz hoje anos que partiste.
Tanto te amei.
Devia ter-te amado mais.
Mas há coisas que só vemos depois!
Tu sabes quais são!
Tens escutado a minha voz
E o meu pensamento.
Estás longe-perto!
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Mertola, 7/8/2010
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Os caminhos do silêncio
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Foto minha

terça-feira, 3 de agosto de 2010

As eleições legislativas em STP

No passado domingo, realizaram-se as eleições legislativas em São Tomé e Principe e é a primeira vez que tive a oportunidade de acompanhar o processo eleitoral e partidário nesta realidade...E posso dizer que foi muito interessante, umas vezes divertido, outras chocante. Começou na campanha, com o fenómeno que aqui se intitula "Banho", e que significa literalmente dar dinheiro ás pessoas para votarem no seu partido. Ora eu pensava que não teria oportunidade para presenciar esse Banho, mas este afinal é tão claro e declarado que deparei-me com várias situações desse género. Nas roças, é só chegar um carro que vem toda a gente a pedir pelo seu banho, não interessa quem ou porquê. A minha equipa respondia que era uma ONG e todos nos viravam as costas desinteressados. Em todo o lado,os partidos construiram latrinas, fontanários, centros comunitários, e começaram a deslocar-se nos carros com música dentro e fora da cidade, como loucos e em festa pagando cervejas. Circular com carro tornou-se mais inseguro e as pessoas deixaram literalmente de trabalhar para "trabalhar" na campanha. Os ministérios estão parados, e qualquer assunto fica pendente por tempo indeterminado...Ao aproximar-se o dia da eleição toda a gente andava à procura do seu banho. Os meus colegas de trabalho, santomenses, começaram a aparecer com t-shirts, mochilas e canetas do partido, os quais proibi no local de trabalho. Depois perguntava se iam votar nesse partido e respondiam-me logo que não: "meu coração é do outro, mas se puder receber, recebo de todos". Basicamente, no dia das eleições, gerou-se um outro fenómeno, esse já não assisti pois não voto, que é o de "boca da urna" e que significa o banho após o voto. Várias pessoas me relataram o que sucede: a pessoa sai do l0cal de voto e logo uma pessoa a chama para lhe dar para a mão 200 mil dobras (que não chega a 10 euros) por votar no partido X e na esquina a seguir é chamada por um carro onde lhe dão uma quantia semelhante. Estava a almoçar na cidade, onde algumas pessoas de partidos também se encontravam, e assisti a outra situação normal. Entram duas senhoras que se dirigem a um senhor, que lhes pergunta se já foram votar, ao que lhe perguntam: "E meu banho?". O senhor diz-lhes para votarem primeiro no partido X, que depois irão receber "seu banho"... No dia seguinte, quando se souberam os resultados, no mercado da cidade estavam carros parados a distribuir dinheiro às pessoas que lá estavam. Eu desviei-me da rota, pois a confusão estava instalada. Isto chocou-me. Achei divertido outras facetas culturais da campanha a que não estou habituada. O que esperar de discursos políticos? Bom, nada de grandes debates e análises profundas da realidade politico-financeira do país... Assisti a um comício na TV que se passou numa comunidade, no qual o discurso enfático do líder para a população era o seguinte: "Se nós estivermos com uma mulher durante 35 anos e ela não parir, o que vocês fazem, vão ficar com ela mais 4 anos??" Ao que a população respondia com força: "Não!!!!!!!", e ele continuava:"Arranjavam outra mulher??" e a população respondia "Simmmm!!". Este é o resumo das últimas semanas e ao que parece a mulher vai mesmo mudar... Hoje perguntaram-me seriamente se não tinha ido votar. Eu respondi a sorrir que ainda recebi um saco de um partido com um chapeu de chuva, uma lanterna, uma caneta e um relógio...mas que não, por enquanto, continuo portuguesa. Rita