sexta-feira, 17 de julho de 2009

Novo olhar

- Poema de Rita Aleixo
E agora?
O que resta quando a rajada passa?
O que fica quando o nosso real deixa de existir?
Que semente irá brotar,
Que passo a dar,
Que palavras dizer,
Quando os seus significados deixaram de fazer sentido?
A estrada é a mesma,
Junto ao mar,
Junto à areia,
Que se mistura com as rochas e as conchas.
Tudo é o mesmo, mas deixou de o ser!
Lágrimas inexistentes, sentidas, mas invisíveis,
Percorrem soltas esse caminho desconhecido,
Ontem tão familiar.
Hoje estranho, amigo antigo desaparecido.
O que resta então?
O que fica por fazer senão prosseguir com outro olhar
O mesmo mar repousante,
A areia da praia e as suas rochas e conchas como se fosse
A primeira vez que as estivessemos a ver!
Renovadas.
Surpreendentes...
( S. Tomé, 2009 )
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