sexta-feira, 17 de julho de 2009

Novo olhar

- Poema de Rita Aleixo
E agora?
O que resta quando a rajada passa?
O que fica quando o nosso real deixa de existir?
Que semente irá brotar,
Que passo a dar,
Que palavras dizer,
Quando os seus significados deixaram de fazer sentido?
A estrada é a mesma,
Junto ao mar,
Junto à areia,
Que se mistura com as rochas e as conchas.
Tudo é o mesmo, mas deixou de o ser!
Lágrimas inexistentes, sentidas, mas invisíveis,
Percorrem soltas esse caminho desconhecido,
Ontem tão familiar.
Hoje estranho, amigo antigo desaparecido.
O que resta então?
O que fica por fazer senão prosseguir com outro olhar
O mesmo mar repousante,
A areia da praia e as suas rochas e conchas como se fosse
A primeira vez que as estivessemos a ver!
Renovadas.
Surpreendentes...
( S. Tomé, 2009 )

11 comentários:

Sonia Schmorantz disse...

Lindo poema da Rita!
Um abraço e excelente final de semana para os dois!

Paula Raposo disse...

Muito bonito o teu poema, Rita. Beijinhos.

Anônimo disse...

No dia 25, lá estaremos em S. Tomé, no Café In (ou Out?) para uns autógrafos.
'Inté'.
'Bêjos'.
PM

Anônimo disse...

Renascemos todos os dias, Rita!
Nas conchas trazidas pela maré, nas ondas que prendem o nosso olhar, meditamos,crescemos espiritualmente, tomamos novos rumos! A vida mostrar-te-á novos horizontes!
Belo poema Rita!
beijinhos da mãe, e até breve.
M. Augusta

Eduardo Aleixo disse...

Beijos de búzio, carícias de concha, segredos de mar, sussurros de brisa, malícia de folha,
- Como posso mais te amar?
Até breve, meu amor.
De pai.
EA

f@ disse...

Brilhante poema...

á beira de água sempre o b e l o

regato de palavras e sentimentos...

imenso beijinho

gaivota disse...

e agora... quero ir a s.tomé vada vez mais e mais depressa!
ver e sentir esse mar, essas areias, essas gentes
beijinhos
e acabo de ver as palavras da tua mãe e do teu pai...
fico-me por aqui!
também com uma filhota que acabou de chegar...

utopia das palavras disse...

Um olhar renovado a cada abrir e fechar dos olhos, olhos de quem vê e sente o marulhar da vida!

Gostei (muito)

Um beijo

Multiolhares disse...

Muito lindo este poema, Rita, no fundo tudo tem um começo e um fim, depois tudo se renova
beijinhos

isabel mendes ferreira disse...

irei!


abraço.

poetaeusou . . . disse...

*
Olha,
as marés
a areia da praia
as rochas e conchas,
os soantes búzios
e o mar,
sereno, picado, bravio,
sempre diferente, sempre igual,
e de efeitos repousantes,
é
não tenhas duvidas . . .
,
conchinhas serenas, deixo,
,
*