quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pegadas

As minhas pegadas quero eu gravá-las
Sobre as areias do mar que eu amo,
Onde os barcos passam,
Cheios de homens e mulheres,
Com sonhos carregados nas cabeças
E tantas dores sobre os ombros!
As minhas pegadas quero eu deixá-las
Sobre as areias do mar que eu amo,
Onde me sinto como um grão de areia
A olhar para as constelações,
Quando a noite me cobre de silêncio,
E o corpo escuta, até adormecer,
O sentido que procuro para os passos,
Que o mar já desfez,
Deixando apenas sons nos búzios e nas conchas...

28 comentários:

Clotilde S. disse...

As tuas verdadeiras pegadas, aquelas que nenhum mar apagará, são as palavras da tua poesia.
Essas sim ficarão na memória dos búzios eternamente.

Um abraço, Eduardo.

Eduardo Aleixo disse...

Clo

Antes de me ir deitar, essas palavras tuas são um afago doce e reconfortante. Bem haja a poesia e o dom de Deus! Todos os Seus dons! Obrgado, amiga. Que haja sempre muita luz em nós...

Paula Raposo disse...

Essas são as pegadas que gostaríamos de gravar...beijinhos.

Eduardo Aleixo disse...

Paula

São as nossas, humaanas, mas sublimes e cheias de amor, pegadas.
Há quanto tempo deixas pegadas À Beira de Água?

LOURO disse...

Amigo Eduardo.

As verdadeiras pegadas,são sa pegadas da vida,porque essas o mar
não apaga!!!
Abraço

Lourenço

Eduardo Aleixo disse...

Louro

As pegadas da vida, da vida, de que o mar faz parte! Bela surpresa, voltar a lê-lo! Abraço.

Mírtilo MR disse...

Eduardo:

O teu poema, com mar e pegadas, transfigura-se ou é a vida, em que passamos, nos cruzamos, ansiosos ou calmos, com amor ou indiferença, pesados do fardo de viver ou leves de pouco a vida carregar, as pegadas a diluir-se ou a ficar impressas na areia do mar da vida, ficando tantos de nós a perscrutar uma resposta, ou só um indício, para o rumo do mundo, da(s) nossa(s) vida(s), mas adormecendo sem tal alcançarmos, no silêncio da nossa impotência.

Eduardo, há um tempinho que não vinha aqui ao teu sagrado cantinho. Estou de regresso. Também não te tenho visto lá pelo meu pobre esconderijo.
Um abraço para ti.

Mírtilo

Lúcia disse...

Às vezes pergunto-me que pegadas vou eu deixar...
Muito sentido o teu poema.
Beijinhos, Eduardo

Eduardo Aleixo disse...

Lúcia

A pegada do rosmaninho, com mochila e salto alto. Fica-te bem.

Multiolhares disse...

Cada um de nós acaba por deixar essas pegadas, escritas no livro da nossa vida.

obrigada pela dica do meu cantinho, não conhecia, adorei
beijinhos

Eduardo Aleixo disse...

Luna

Pegadas nas areias, debaixo das estrelas, ouvindo o mar...Mistério,
amor do mundo e sede de eternidade...

utopia das palavras disse...

Socalcos meus
na brisa fresca
da memória,
juntos com os teus,
as pisadas que deixamos,
são bocados
da nossa história!

Os búzios cantam o mar, quando a pegada do Homem é protectora e contemplativa, se assim não for, os búzios... afogam-se no seu pranto!

beijo

Eduardo Aleixo disse...

Mourisca

O búzio afogado...não canta!
Só Mourinha do vento sul
Vislumbrando farol de Olhão
Me daria esta lição!
O que aprendo contigo, eu, a que chamas, o Poeta das Águas!
Sinto-me a aprender contigo sempre,
Em cada poema que do teu corpo sai
Concha aberta de voz lunar
Alga rede peixe sal ai xolavar
Traineiras que partem do porto para o mar...
-------------------------
E por aqui me fico, com beijo de búzio não afogado!

gotadevidro disse...

Toda a nossa vida é feita de pegadas.Cada momento grava uma no caminho da vida.

Muito belo

Gosto imenso da maneira como escreves

beijitos e bom resto de semana

Eduardo Aleixo disse...

Gota de vidro

Sabes? Concordo contigo.
Esta questão das pegadas ...eu escrevia um livro!
Mas a vida ensinou-me que as pegadas se apagam!
Por isso amo o mar. Acho que é, sempre foi, a minha única PAIXÃO.
Louco, embora sereno, observo, de coração transido, as ondas apagando as pegadas, e fico à espera da noite, para confidenciar com as estrelas...

Boa noite.

♥ ♥ Rabiscando disse...

as pegadas sulcadas na areia são como marcas q ficam no coração.

beijos!

Carla disse...

lindas estas pégadas que nos levam até aos sons dos búzios
beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

pegadas na areia ou serão pegadas de palavras,que tão bem soube transparecer, em forma de poema.

gostei muito.

deixo um beij

Eduardo Aleixo disse...

Rabiscando

...de que gostei...

Eduardo Aleixo disse...

Carla
Surpresa... agradável.
Desejo que o livro esteja a ser bem vendido.

Eduardo Aleixo disse...

Piedade

O seu poema - que li mais uma vez -é lindo.

gaivota disse...

tenho o meu areal aqui à muinha frente onde estão marcadas as pegadas da minha vida...
mesmo as que o mar não consegue apagar...
beijinhos

Eduardo Aleixo disse...

Gaivota

O teu comentário
é, para mim, um poema lindo, sobre as pegadas.
Gostei da tua expressão: aqui é o meu areal...
Todos temos o nosso areal. De sonho.
Mas vem a onda...
A nossa pegada só pode ficar no nosso coração.
Ou então:

- No mistério do búzio!
Na sua canção!

f@ disse...

Olá Eduardo,

Vem as ondas e levam os pés...
para o fundo colorido... onde deixar as pegadas são semente de corais...

imenso beijinho

Eduardo Aleixo disse...

FA

Espantosa a ideia da perservação dos corais através do uso dos nossos pés submersos! Mas só os poetas podem compreender! Beijos de coral

(Carlos Soares) disse...

Dizem que palavras são só palavras. Só se for pra quem não sabe usar.

Elaine Siderlí disse...

E bem nesse dia eu caminhava pelas estradas da vida...
estava a beira mar com areia aos pés e a imaginar um poema eis q sinto este me arrebatar.

bjus.

Elaine Siderlí.

Eduardo Aleixo disse...

Carlos Soares

Claro que têm de ser usadas: sao a matéria prima do poeta!

Elaine

Calhou bem o poema das pegadas e tu na areia do mar...