quarta-feira, 2 de setembro de 2009

2 . Cabo Verde - Ilha de Santiago

1. Cidade velha - Ribeira Grande - Património mundial
Forte de São Filipe.
Sobranceiro ao mar e à antiga cidade de Ribeira Grande, lá em baixo. Capital da primeira colónia portuguesa, estabelecida por António Noli e Diogo Gomes, que chegaram a Santiago, em 1460.
As ruinas da Sé Catedral ( ao lado esquerdo da foto ) .
Devido aos ataques dos corsários e piratas ( Francis Dake, que, em 1585, a saqueou; e Jacques Cassard, em 1712 ), a capital foi transferida, em 1770, para a actual cidade da Praia .
Pelourinho.
Em mármore. Restaurado. Era o centro da antiga cidade. Ainda hoje o é, mas para a compra de artesanato e com um restaurante, onde almoçámos atum e espetadas de lulas, em frente da baía.
A igreja de Nossa Senhora do Rosário é linda, com azulejos antigos e túmulos das classes nobres no seu interior e também no recinto exterior.
Convento de São Francisco, edifício do século XVII, várias vezes saqueado pelos corsários, encontra-se parcialmente restaurado.
Rua Banana, com as casas tradicionais, cobertas de palha.
Produção artesanal de aguardente de cana - grogue.

Vista do vale imenso por onde a ribeira grande corria e os barcos dos portugueses entraram no século XV, hoje sem água corrente, mas muito fértil, onde vimos mangueiras, mandarinos, goiabas, cajú, mandioca, cana de açúcar, papaia, etc.
2. Cidade da Praia.
Do hotel, onde estávamos, até ao designado Plateau - centro da cidade, com edifícios de estilo colonial - andámos um bom bocado, junto à baía de areia preta e tivemos de vencer a subida íngreme até ao cimo, onde se situa a Praça Alexandre de Albuquerque, rodeada pelo Palácio da Justiça, pela Igreja da Nossa Senhora da Graça e pelos Paços do Concelho.
A estátua de Diogo Gomes parece inspeccionar a baía e o ilheu ao fundo. O casario da cidade, visto do Plateau, com os cubos de cimento, sem pinturas, nem acabamentos, deixa-nos a sensação de uma paisagem incaracterística e descuidada.

Para o lado contrário fica um bairro comercial. Na única livraria que encontrei não havia à venda o livro de poemas, " MITOgrafias" , de Arménio Vieira, autor que ganhou o Prémio Camões deste ano. Foi-me aconselhado que me deslocasse ao Centro Cultural Português, na Achada de Santo António. Sentámo-nos na esplanada do Ciber Café que Arménio Vieira costuma frequentar - soube-o mais tarde - e aí bebemos Strela fresca, a cerveja de Cabo Verde.

No dia seguinte planeámos dar a volta à ilha.

Eduardo Aleixo

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