segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sem abrigo

Cai a chuva na incerteza do dia...
Tempo imenso de fantasmas irreais,
Mas que contam
E dizem
O itinerário de uma vida...
O Tempo, é como um sonho recordado!
O presente, é um palhaço, que ri por distracção...
A chuva, cai na cidade sem expressão...
E um homem sem abrigo soletra coisas simples:
Mulher, mãe, casa, pão,
Flor, beijo, amor, mão...
E, ao fazê-lo...
O que deseja
É só o equilíbrio
Com o sonho da esperança,
o que quer é, no seu corpo,
A certeza de um futuro,
Sem braços
De naufrágio!
Eduardo Aleixo
( foto Google )
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