segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Charles Chaplin ( com atraso, a minha homenagem )

Quando sorria
não sorria
feria...
--
Quando dançava
o seu corpo
estrebuchava...
--
Quando falava
sonhava
não parava
de sonhar...
--
O sorriso de Charlot
era uma faca
era uma farsa
era sem definição!
Talvez rosa de piedade
como uma criança
sem ódio
a dizer NÃO...
--
Quando dançava Charlot
o corpo dele
crescia
crescia
renascia
não cabia
no smoking
da convenção
e fugia
fugia
para o país da ganga simples
onde tinha o coração...
( Escrevi este poema em 25/12/1977, com o título " Morreu Charlot ". Tal como aconteceu com a Maria, do blogue, " O Cheiro da Ilha ", não resisti a lembrar esta gigantesca figura da arte e do cinema a despeito de já ter postado este poema. Ela fez bem em lembrá-lo na data exacta: 25 de Dezembro. Eu faço-o agora, com um pouco de atraso, é certo, mas com muito amor. )
Eduardo Aleixo
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