quarta-feira, 25 de março de 2009

Crónica Semanal (desta vez mais Poética)

E agora? O que resta quando a rajada passa? O que fica quando o nosso real deixa de existir? Que semente irá brotar, Que passo se irá dar, Que palavras dizer – quando os seus significados deixaram de fazer sentido? A estrada é a mesma, junto ao mar, junto à areia que se mistura com as rochas e conchas. Tudo é o mesmo mas deixou de o ser. Lágrimas inexistentes, sentidas mas invisíveis. Percorrem soltas esse caminho desconhecido. Ontem tão familiar. Hoje estranho, amigo antigo desaparecido. O que resta então? O que fica por fazer senão prosseguir com outro olhar – o mesmo mar repousante, a areia da praia e as suas rochas e conchas como se fosse a primeira vez que as estivéssemos a ver. Renovadas. Surpreendentes. beijos a todos de São Tomé Rita
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