domingo, 9 de novembro de 2008

Poeminhas

Ó colinas Ó pálpebras
Ó intimas paisagens
despertadas
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Diante do teu ventre
como não dizer « Sempre »
novamente
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Uma fresta Uma réstea
de luz que se diverte
a sorver-te
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Cintilação de luas
assim que te desnudas
às escuras
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Só tu e uma serpente
me conhecem por dentro
desde sempre
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Não há sumo de fruta
que na polpa da nuca
não ressurja
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Ruge Reprende Arrasa
Desde que sempre o faças
com as asas
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Evadidos da morte
dois unidos archotes
a galope
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Quantas mãos Quantos dedos
para que em seda cedam
as paredes
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A palavra e a pele
em uníssono pedem
que lhes pegue
( David Mourão Ferreira - in " entre a sombra e o corpo " )
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