terça-feira, 28 de outubro de 2008

Há-de florir

Há-de florir
Esta força
De parir
Por sobre a dôr
Um rosto
Que há-de abrir
E cantar a madrugada
Difícil
Soterrada
Mas pronta
Suspeitada
A correr já no meu sangue
A dançar
No vento
Das espigas
Do sol quente...
- Ao menos que o poema o anuncie
Sinceramente
Já que o tempo passa
No meu corpo que se gasta
Mas o sonho dos países já sem guerra
Das crianças já sem fome
E dos homens já sem raiva
Amadurece
Cresce
E não me larga!...
Eduardo Aleixo
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