domingo, 1 de junho de 2008

Dia da criança - poema dedicado a todos os que sabem que têm uma criança dentro de si

Sempre que me curvo sobre o espelho da minha idade Revejo lá longe Como estrela luzindo Sobre as alegrias e as tristezas As derrotas e as vitórias Dos anos que passaram O rosto do tempo Em que era pequenino Barco de manhã Olhos cristalinos Como gotas de orvalho Proa firme e remos vigorosos Sorrindo aos portos imaginariamente seguros... Então, digo-lhe: - Estamos ainda vivos Os teus sonhos ainda não se concretizaram Mas não vamos desistir... Ou então: - Olha que nos enganámos nos sonhos Ou eles nos enganaram Ou alguém nos enganou... Mas não faz mal, sabes, Há mais sonhos, Muitos sonhos... Então a criança sorri Como se fosse o primeiro dia do Mundo... Eduardo Aleixo
Postar um comentário