segunda-feira, 5 de maio de 2008

À beira de água

Não é um afastamento do mundo. É escrever sobre o Mundo no espaço que mais amo, à beira de água, ouvindo a voz da corrente, esperando o canto do silêncio. É um recanto. É um regresso permanente, como sempre foi a minha vida. Regresso à cada vez mais indispensável serenidade. Será bem vindo aqui a este espaço sem tempo quem vier de coração aberto. Se continuar a ser criança. Se não a tiver perdido na selva do mundo. Se gostar de aqui estar. Não é preciso falar. O essencial é que se sinta bem. Como eu. Debaixo das estrelas. Aqui se vai escrevendo o que a alma vai dizendo.
À beira de água é um sítio de alma. Com alma.
Eduardo Aleixo
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