segunda-feira, 26 de maio de 2008

SEM ABRIGO

Cai a chuva na incerteza do dia
Tempo imenso de fantasmas irreais
Mas que contam
E dizem
O itinerário de uma vida...
O tempo, é como um sonho recordado.
O presente, é um palhaço que ri por distracção.
A chuva, cai na cidade sem expressão.
E um homem sem abrigo soletra coisas simples
Como mulher,
Mãe,
Casa,
Pão,
Flor,
Beijo,
Amor,
Mão...
E, ao fazê-lo...
O que deseja, é só
O equilíbrio
Com o sonho da esperança.
O que quer é, no seu corpo,
A certeza de um futuro
Sem braços
De naufrágio...
Eduardo Aleixo
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