sábado, 24 de maio de 2008

Eugénio de Andrade

Carícias na cintura
Deixa a mão
Caminhar
Perder o alento
Até onde se não respira.
Deixa a mão
Errar
Sobre a cintura
Apenas conivente
Com o nácar da língua.
Só um grito desde o chão
Pode fulminá-la.
A morte
Não é um segredo
Não é em nós jardim de areia.
Eugénio de Andrade
( In " Vêspera da Água " )
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